[Julho 3, 2007]

Haja auréola para tanto santo!



Conversava com dona Mazé, zeladora da empresa que meu marido trabalha, sobre a dificuldade de se comprar uma casa própria. Em alguns minutos de bate papo, vários conceitos meus foram se reorganizando, se ajustando... Dona Mazé me passava ali uma grande história de “santidade”. Com essa onda de santo católico no Brasil, refleti sobre as várias santidades que temos em nosso país, daqueles tipos que fazem milagre mesmo, sabe? João, Antônio, Marta... Mazé! Que saiu do sertão de Alagoas com 5 filhos e veio para a capital “miorá de vida”. Não pretendo aqui reforçar os velhos clichês: vida de pobre é difícil, quem não tem dinheiro sofre, até por que isso é mais do que sabido por nós.
A Santa Mazé nos causa inveja com sua história de perseverança e força, me fazendo vivenciar a celebre frase de Chico na canção Gente Humilde: E aí me dá como uma inveja dessa gente, que vai em frente sem nem ter com quem contar (...)

Um dos maiores milagres da Santa Mazé, foi a compra da sonhada casa própria. Suas primeiras economias foram com 25,00 reais, ganhos em uma caixinha de natal.
“ Ah..com esse dinheiro eu abro uma poupança e compro minha casa”. Dito e feito.
Três anos depois, a milagreira, que morava em um cômodo alugado, de 16m² com seus cinco filhos, saiu do aluguel. Mazé ia para uma casa menor ainda e de taipa.
“Dava até pá ver a chuva caindo entre as páia, mas só de ser meu, eu tava muito feliz”.

Ela e seus filhos moraram nesta casa mais longos 3 anos e de acordo com ela, era tão pequena que quando um passava o outro tinha que levantar. Mas estes três anos foram suficientes para Mazé obrar outro milagre. Economizou, apertou o orçamento de um salário mínimo por mês e juntando economias com a venda da sua casa de taipa, conseguiu comprar um terreno maior.
“Lá era mais maior e a gente podia construir do jeito que nós queria. Tinha só um quartinho, mas era de tijolo”.

Bastou isso para Mazé dar continuidade aos seus sonhos. Os milagres agora viriam de muito esforço, suor e fé .
Cada pedacinho da casa foi construído por ela com a ajuda de suas crianças. Fez reboco, chapiscou parede e colocou cada tronco de maçaranduba que daria sustentação ao teto de sua casa.
“Os teiado? Ah... meus fio procurava nas vizinhança, sempre tem resto de teia das construção né?” .
E assim Dona Mazé conseguiu sua casa do jeito que sempre sonhou. Orgulhosa diz que ainda tem um fogão a lenha para economizar gás e que a casa dela não faz a vergonha a ninguém. “Ela é toda jeitadinha, tem sala de estar, jantar, cozinha e três quarto. Esse ano, vou pegar meu 13º e fazer uma área para lavar roupa, por enquanto nos lava na bacia sabe?”

Não tem como não acreditar em milagre depois de escutar histórias como a da Dona Mazé. Fiquei a pensar quantas histórias iguais ou até mais incríveis devem ter nesse nosso gigante país. Imagine se a igreja, com essa onda de procurar Santos no Brasil, se envolvesse - de verdade – com o povo?
O que não ia faltar era SANTO no Brasil!!



Por Poliana Ramalho às [17:11]


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[Junho 18, 2007]

Gorda é você!



As roupas lhe condenam, a TV lhe condena, o biquíni lhe condena, os padrões, outras mulheres... tudo lhe condena! No cenário atual, a ditadura da magreza exclui facilmente quem estiver uns quilinhos a mais. Tudo parece fazer parte de um complô. Agora, tudo é diet, todas as roupas das lojas são pequeníssimas, na TV todo mundo está magro e na roda de amigas, ¿ser diet¿ é o assunto principal.

Como fugir, então, desta psicose de magreza que está inserida nos dias atuais?

Os padrões de beleza nunca foram novidades entre as mulheres. Independente do momento histórico, sempre existe uma forma, que se torna padrão, e então passa a ser seguida. Nos últimos tempos, nós mulheres somos perseguidas pela ditadura da magreza.

Anorexia e bulimia, mesmo sendo doenças que já existiam em séculos passados, hoje tem se tornado cada vez mais comum.
Fazendo um link com meu penúltimo texto sobre celebridade, penso que este desejo incontrolável de estar magra, tem a ver com ser aceito e aplaudido pela sociedade. Se encaixar nos padrões, traz uma sensação de sucesso, mesmo que seja falso.

Nosso país é campeão em consumo de remédios para emagrecer, usamos 40% a mais que os EUA. O correto seria que esses anorexígenos fossem receitados em casos extremos, como obesidade mórbida ou até distúrbio de atenção, mas hoje, basta chegar à porta de um endocrinologista que ele receita um desses para você. Erro de ambas as partes...

Plásticas, fórmulas para emagrecer, moderadores de apetite etc, etc... têm sido usados abusivamente por qualquer uma que esteja se achando ¿fortinha¿. No meio deste rebuliço, sugiro não entrar nessa onda e procurar o que realmente nos traz felicidade e prazer, e não o que os outros querem de nós. Se ¿estar magra¿ lhe faz feliz, que procure ser, mas de maneira consciente e saudável, sabendo que você é responsável pelo seu corpo e que acima de tudo deve zelar por ele.



Por Poliana Ramalho às [15:35]


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[Junho 8, 2007]

Nova Rodada



Em um bate-papo de corredor com um amigo, me deparei com algumas questões que me fizeram repensar muitas coisas. Zé, em toda a sua sabedoria, discorria sobre a profissão de jornalista, por acaso, a minha... Falávamos principalmente sobre o ¿bum¿ das informações na internet, e Zé foi enfático sobre as derrapadas dos jornalistas.
- Pô, os caras, tentando ser especialistas no assunto, dão cada derrapada!! É porque jornalista quer ser dono da verdade, né?
Suas observações eram simples e corretas. Comentou também sobre a parcialidade de muitos ao defenderem causas ¿compradas¿. Como a boa ouvinte que tento ser, escutei bem seus argumentos e me coloquei novamente em uma Corda Bamba. Lembrei de vários fatos durante meu período estudantil, inclusive do dia em que fulminava uma discussão sobre a obrigatoriedade do diploma e fui a única estudante da sala a dizer que diploma não era bandeira de sabedoria para ninguém ... Causei polêmica!! Mas concordo até hoje.

Como uma consciente jornalista diplomada e uma ponderada pessoa de opinião, concordei com o Zé em várias situações. Uma delas é que o jornalista não é o comandante da informação, ele é um servidor público, que tem como missão informar os fatos. A velha história da imparcialidade utópica da notícia que nos persegue onde quer que estejamos também o incomodou. Concordei, mais uma vez.

Ao término desse rico bate- papo, pensei em várias coisas, entre elas, nos novos profissionais que adentram o mercado (inclusive eu) e nos que estão por vir. Refleti o quanto nós, profissionais de comunicação, temos uma árdua missão pela frente. Com a entrada forte do jornalismo on line, temos que estar cada vez mais atentos e fazer valer a profissão que escolhemos . A rede é livre, todos podem escrever sobre o que quiserem à hora que quiserem e do jeito que bem entenderem. Nossa missão agora é entrar nesse tsunami chamado informação on line e fazer o diferencial.

A rede nos permite liberdade, autonomia e qualidade na informação, então, façamos, sejamos nós os filtros para os leitores e que os outros bons colaboradores da rede possam somar as suas informações as nossas e vice e versa - mais democrático que isso, impossível.
Tem espaço para todos, e nós, jornalistas, temos uma rara oportunidade de entrar nesta mídia e fazer um jornalismo mais limpo, mexer com esse mercado que está aí, tão viciado.

O jogo já começou, o alvo está preparado, agora é só procurar acertá-lo. Provar a que viemos, colocar em prática o que a academia nos ensinou e deixar o tempo passar, pois é ele que escolhe quem fica e quem sai. A experiência da vida somada ao nosso diploma nos dará o veredicto. Prontos para nova rodada? É só começar!!!


Por Poliana Ramalho às [12:01]


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[Junho 7, 2007]

Quero virar celebridade!



Não importa como e onde.
Estar nos holofotes nem que seja por algumas horas, faz a cabeça de muitas pessoas que se contaminaram pela tal da "síndrome de celebridade". Sair em revistas, namorar um famoso, colocar uma empresa e no mesmo dia estampar sua cara no outdoor, dar um monte de rasteiras nos colegas para ser a estrela da sua empresa, ter o melhor carro ou a gata mais bonita... coisas como essas, compõe a tal ¿era das celebridades¿ e trazem uma falsa impressão de felicidade e realização para estes fanáticos por holofotes.

Em um mundo tão competitivo e supérfluo que estamos vivendo nos últimos anos, mostrar-se feliz tem bem mais valor do que ser realmente.

Revistas, programas, sites de celebridades tem faturado milhões e tem tido um crescimento avassalador nos últimos anos. Richard Stoley, editor da People Magazine estabeleceu oito mandamentos para quem faz revistas de celebridades, saca só a profundidade: Jovem é melhor que velho, bonito é melhor que feio, rico é melhor que pobre, televisão é melhor que música, música é melhor que cinema, cinema é melhor que esportes, qualquer coisa é melhor que política, nada é melhor que uma celebridade recém-falecida.

Ufa... ainda bem que acabou.

É impressionante o quanto estes tipos de revistas devem contribuir para os seus leitores heim? Pensem bem? Não tenho nada contra ricos, bonitos ou jovens, aliás, tenho tudo a favor, mas colocado desta forma, mostra o quanto estes estilos de publicações não estão preocupados em nos adicionar nada além de ¿nada¿...

A internet também é outra gigante possibilidade para quem quer seus 10 segundos de fama. Com um blog, os autores se permitem uma independência editorial única, onde você é seu chefe e ali faz o que quiser, inclusive virar celebridade, com direito a fotona e tudo mais. Os fotologs impulsionaram ainda mais esta possibilidade, todo mundo quer ter um, não importa o quão desinteressante seja. Bato uma fotinha com a língua para fora, dou um enter e em segundos estou nas t elas de todo o mundo.

O velho termo das escolas americanas ¿ ser popular - parece estar ganhando corpo em nosso país, onde o que vale é ser o mais amado, o que tem mais amigos no Orkut, mais comentários no blog, todo mundo quer virar celebridade, pois só assim sentem-se importantes .

Concordo com a era das celebridades, mas das autênticas. Aquelas que fazem por merecer tal título.
Quero virar celebridade. Mas não apenas por 10 segundos!! Quero colocar em prática um velho clichê: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, talvez assim eu possa contribuir de forma verdadeira para a minha sociedade, só assim tentarei me candidatar a uma vaga.
Será que ainda tem???


Por Poliana Ramalho às [16:11]


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[Maio 29, 2007]

Trabalha PF!



Nos meus poucos anos de vida, não me recordo de ver a nossa Polícia Federal tão atuante. Em apenas alguns anos, o número de operações que vem sendo feita pela PF chega até a surpreender e, ao menos aos nossos olhos, parece que a coisa tem dado certo.

Não sei se o governo federal tem participação efetiva nesse processo, mas admitamos que o trabalho da polícia tem sido bem mais ¿aparente¿ depois da entrada de Lula.
Em 2003 foram 16 operações, dentre elas a Operação Anaconda que prendeu 2 funcionários da PF, 1 juiz federal e 4 empresários; em 2004 o número de operações quase triplicou, e foram presos no total 846 pessoas, sendo 134 funcionários públicos e 9 Policiais federais. Já em 2005 o número subiu para 67 operações, um exemplo é a Operação Pororoca onde presas 25 pessoas que participavam de um esquema de fraude de licitações, dentre eles um ex-senador do Amapá, um ex-prefeito paraense e um prefeito de Macapá. A prova de que a cada ano a PF vem tentando realmente ser eficiente é o crescente número de operações iniciadas e mais importante ainda, finalizadas. Só em 2006 o número de ações em relação a 2003 aumentou quase 10 vezes, isto é mais de 900%. Haja coração, trabalho e cadeia para tanta gente!
Este ano, a PF também parece que está correndo contra o tempo: já são 35 investigações finalizadas em menos de 5 meses. Hoje, o destaque na mídia é para a Operação Navalha, que tem arrastado corruptos de várias capitais do Brasil.

Minhas impressões sobre esta operação é que estamos cercado por bandido por todos os lados. Da onde menos se imagina surge um suspeito, e a nossa impressão de que o Brasil ¿ta ferrado¿ aumenta a toda hora. A Navalha vem cortando a carne de muitos políticos por aí, mas, mais uma vez torcemos para que este festival de apreensões não seja só midiático e que se concretize de verdade.

Para a PF meus parabéns. Sobre estas avalanches de operações, a impressão que sinto, é de que sempre teve trabalho para fazer, mas não existia liberdade para executá-lo. Espero que dessa vez a coisa engrene e se consiga dizimar ao menos um pouquinho desta peste chamada corrupção de nosso país.



Por Poliana Ramalho às [11:02]


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[Maio 25, 2007]

PAC empacado

Quando ouvi no rádio, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC parei para escutar. Uma idéia fantástica, consistente, que poderia realmente fazer sentido em nosso país. Fiquei muito otimista de que poderíamos ter um cenário renovado no Brasil a partir daquele programa. O projeto é completo e bem estruturado, foi pensado em 5 blocos que vão desde investimentos em infra-estrutura, estímulo ao crédito e financiamento até desoneração do sistema tributário.

Dilma Rousseff, com sua ausência de carisma, passava um ar de Organizações Tabajara: "Seus problemas acabaram", e tudo parecia estar resolvido.
Três meses após o lançamento do programa, o PAC parece ter parado no tempo e a burocracia dos processos é apontada como principal problema. Uma das primícias descrita no documento do PAC é a seguinte: REMOVER OBSTÁCULOS (BUROCRÁTICOS, ADMINISTRATIVOS, NORMATIVOS, JURÍDICOS E LEGISLATIVOS), são exatamente estas palavras que constam no documento e é aí que as coisas estão enganchando.

Os entraves ambientais estão atrasando diversas obras e a Ministra Marina Silva parece não estar conseguindo resolver estes problemas. O próprio Lula durante uma reunião reclamou do atraso e vem pedindo agilidade nas concessões de licenças ambientais. Nas empresas públicas outros problemas: reestruturação. O PAC é gigante e as empresas que vão executá-lo nem sempre tem porte e logística suficiente para executá-lo, lá vem mais um entrave...

O governo prepara discurso para rebater críticas sobre o programa, trará balanços e relatórios. Vamos ver o que vai acontecer daqui para frente e ver se as coisas se desburocratizam um pouco, talvez assim o PAC cresça e nos consigamos alguns bons frutos com isso.


Por Poliana Ramalho às [13:04]


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[Março 15, 2007]



Nova rodada!
Em um bate papo de corredor com um amigo, me deparei com algumas questões que me fizeram repensar muitas coisas. Zé, em toda a sua sabedoria, discorria sobre a profissão de jornalista, por acaso, a minha... Falávamos principalmente sobre o ¿bum¿ das informações na internet, e Zé foi enfático sobre as derrapadas dos jornalistas.
- Pô, os caras tentando ser especialistas no assunto dão cada derrapada!! É... por que jornalista quer ser dono da verdade né?
Suas observações eram simples e corretas. Comentou também sobre a parcialidade de muitos ao defenderem causas ¿compradas¿. Como a boa ouvinte que tento ser, escutei bem seus argumentos e me coloquei novamente em uma Corda Bamba. Lembrei de vários fatos durante meu período estudantil e até o dia em que fulminava uma discussão sobre a obrigatoriedade do diploma e fui a única estudante da sala a dizer que diploma não era bandeira de sabedoria para ninguém... causei polêmica!! Mas concordo até hoje.

Como uma consciente jornalista diplomada, e uma ponderada pessoa de opinião, concordei com o Zé em várias situações. Uma delas é que o jornalista não é o comandante da informação, ele é um servidor público, que tem como missão informar os fatos. A velha história da imparcialidade utópica da notícia que nos persegue onde quer que estejamos também o incomodou. Concordei, mais uma vez.

Ao término deste rico bate papo, pensei em várias coisas, entre elas, nos novos profissionais que adentram o mercado (inclusive eu) e nos que estão por vir. Refleti o quanto, nós, profissionais de comunicação temos uma árdua missão pela frente. Com a entrada forte do jornalismo on line, temos que estar cada vez mais atentos e fazer valer a profissão que escolhemos. A rede é livre, todos podem escrever sobre o que quiserem a hora que quiserem e do jeito que bem entender. Nossa missão agora, é entrar nesse tsunami chamada informação on line e fazer o diferencial. A rede nos permite liberdade, autonomia e qualidade na informação, então façamos, sejamos nós os filtros para os leitores e que os outros bons colaboradores da rede, possam somar as suas informações as nossas e vice e versa - mais democrático que isso, impossível.
Tem espaço para todos, e nós, jornalistas temos uma rara oportunidade de entrar nesta mídia e fazer um jornalismo mais limpo, mexer com esse mercado que está aí, tão viciado. O jogo já começou, o alvo está preparado, agora é só procurar acertá-lo. Provar a que viemos, colocar em prática o que a academia nos ensinou e deixar o tempo passar, pois ele é que escolhe quem fica e quem sai...a experiência da vida somada ao nosso diploma nos dará o veredicto. Prontos para nova rodada? È só começar!!!


Por Poliana Ramalho às [02:25]


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[Dezembro 14, 2006]


Anjo
Andei por tantas ruas desta vida. Vielas que nem sabia se conseguiria sair. Fui homem, fui mulher, fui forte.
Caminhar por difíceis estradas sempre nos faz ficar maior. Fui pequena, fui gigante, persisti. Chorei quando devia sorrir, sorri quando devia chorar.
De pés descalços e olhos vendados, segui. Minha direção era em frente.
Motivos para vencer, eu tinha vários. Vontade, eu tinha de sobra. O céu era meu limite, o infinito, minha meta.

Engraçado que nunca pensei em desistir. Era como uma locomotiva, atropelando os problemas, buscando soluções, e plantando minhas loucuras nos caminhos da vida. Gritava para não calar, calava para não gritar. Sempre vivi insana, correndo, correndo... vivendo.
Tinha que alcançar as nuvens, os sonhos.

No meio deste jogo de tabuleiro, por sorte ou por conseqüência, encontrei mais anjos do que demônios. Alguns anjos passaram, outros permaneceram apenas na memória e alguns poucos ficaram de vez.

Encontrei um anjo que parecia passageiro, mas supreendentemente foi o mais profundo deles. Vestia azul, tinha uma aura branca como as nuvens, seus olhos transmitiam toda a pureza do mundo, seu sorriso roubava o brilho das estrelas, suas palavras eram como varinha de condão, transformando tudo na minha vida.
Nele encontrei a paz, o amor sonhado e a companhia que busquei em todos os momentos. Uma luz surgia e meu grande sonho começava a se realizar.

Tudo agora era mais fácil. As dificuldades tinha um sabor menos amargo e o riso não saía mais dos meus lábios. Caminhei... caminhei, mas agora ao teu lado.

Hoje estou plena. Plena de vida, de sonhos, de realizações.
Obrigada, meu anjo por trazer luz ao meu caminho, por me mostrar o que é o amor puro e incondicional. Por equilibrar minha insanidade, por completar minha outra metade.



Por Poliana Ramalho às [19:20]


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[Dezembro 10, 2006]



O que é que a baiana tem?
A frase ingênua e brasileira que dá título à canção e Dorival Caymmi ganha nova conotação nos atuais dias do nosso país.
Ao invés de vatapá, caruru, mugunzá entre outras delícias de nossa terra, a Baiana - retrato do Brasil - oferece, hoje, coisas ruins de falar, imagine de deglutir.

Nosso país, que retratava praias lindas, comidas fartas e povo hospitaleiro, oferece agora no seu tabuleiro: seqüestros relâmpagos, drogas, assaltos, insegurança, síndrome do pânico, maníacos do parque, corrupção e um belo Rio de Janeiro desfigurado.

No filme Turistas, roteiro de Michael Ross e direção de John Stockwell, nosso país é tratado exatamente assim: um local que não se deve vir.

Um país onde vale tudo, tudo pode acontecer.

Rodado no Rio, o filme começa com americanos bem intencionados que querem apenas conhecer o Brasil e terminam torturados, roubados e sem documentos em uma praia abandonada.
Dá certa indignação ver nosso Brasil tão bem cantado em músicas brasileiras e velado por turistas apaixonados, sendo colocado em cheque mundialmente.

Mas por outro lado...
O velho clichê "toda mentira tem um fundo de verdade" tem um brilho especial nessa história. Nosso protecionismo e bairrismo quase cegos, nos deixam indignados com tal formatação cinematográfica, mas como não é pecado perguntar:
...a história contada pelo filme é tão incomum assim em nosso país?

(Já era esperado alguém resolver contar a verdade por aí né?).


Por Poliana Ramalho às [11:38]


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[Dezembro 7, 2006]



Outra metade
"Hoje eu sou só amor,
só sorrisos.
Minhas mãos não conseguem parar de acariciar teu rosto. Minha boca não tem controle sobre meus beijos.

Quero te apertar até ficar pequenininho e caber dentro de meu coração.
Só tenho olhos para você, estou inteira. Plena de paixão ardente e amor sincero.

Quero entardecer, anoitecer...passar dias e anos asssim, colada em você.
Ufaaaaa...que bom te ter aqui. Nunca saberia definir o que passa aqui dentro. Apenas palavras soltas, coisas que o coração derrama."


Por Poliana Ramalho às [12:05]


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A equilibrista
Mais menina que mulher
Mais moleca que mocinha
Mais pra cima que pra baixo
Mais cult que out
Mais esperta que lenta
Mais falante que calada
Mais real que virtual
Mais antológica que atual
Mais hexágona, que quadrada
Mais básica que elaborada
Mais louca que sã
Mais sempre do que nunca

O começo da corda


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